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IMOBILIZACAO

IMOBILIZAÇÃO NO PASSADO


Em fósseis de homens primitivos, encontraram-se ossos fraturados que consolidaram bem alinhados. Isto ocorreu pelo simples processo fisiológico da consolidação, mas é possível que tenha existido alguma imobilização rudimentar. Em múmias egípcias foram encontradas imobilizações tipo tala. Em 2830 a.C. foi feita uma escultura que usava muletas em um portal na tumba de Hirkouf(1).
No papiro de Edwin Smith, roubado de uma tumba em 1862, atribuído a Imhotep que era médico, arquiteto, astrólogo, e primeiro ministro do Egito os traumas foram classificados de acordo com os seus prognósticos em três categorias: uma doença que eles deveriam tratar, uma doença que eles deveriam combater e uma doença que eles não tratariam(1).
Goodrich, em 2004, relata o estudo de textos antigos de cirurgia de coluna que puderam ser divididos em fases Egípicia/Babilônica, Grega/ Bisantina, Arábica e posteriormente medieval(2). Os gregos do terceiro ao primeiro século a.C. como Homero, Herophilus, Hegetor e os anatomistas de Alexandria podem ser considerados como os primeiros a usar uma abordagem científica, sendo os primeiros a documentar sua história e seu desenvolvimento em detalhes. Antes disto no período entre 430 e 330 a.C. um texto grego muito importante é conhecido como o Corpus Hippocraticum. Entre seus volumes, encontra- se um sobre articulações. Neste a luxação do ombro foi descrita junto com os vários métodos usados em sua redução. Também havia seções que descrevem a redução de luxações acromioclavicular, têmporo-mandibular, joelho, quadril e cotovelo. A correção de pé torto congênito e o problema da infecção pós fraturas compostas também foram abordados. Hippocrates ficou conhecido como o pai da medicina.
Durante a era romana Galeno (129-199 a.C.), de Pergamo, se tornou um cirurgião de gladiadores antes de viajar para Roma. Galeno é chamado “o pai da medicina do esporte” e descreveu a destruição de osso, seqüestro e regeneração em osteomielite. Galeno foi o primeiro a usar os termos gregos, kyphosis, lordosis e scoliosis para as deformidades descritas nos textos de Hipócrates. Durante este período Greco-romano, houve também tentativas de construir próteses artificiais. Há relatos de pernas de madeira, mãos-de-ferro e pés artificiais. É dito que Sororifício retal de Éfeso foi o primeiro a descrever o raquitismo. Ruphus de Éfeso descreveu o cisto sinovial e o seu tratamento por compressão. Antyllus, do século III, praticou tenotomia subcutânea para aliviar contrações ao redor de uma articulação. Ele usou sutura de linho e categute para procedimentos cirúrgicos. Também foram desenvolvidos, durante este período, várias brocas, serras e cinzéis( 1).
Paul de Aegina (625-690 d.C.) trabalhou em Alexandria e escreveu “O Epítome de Medicamento”, composto de vários livros. O sexto livro tratou de fraturas e luxações. Com a invasão de Alexandria pelos muçulmanos, foram levados muitos grandes livros como estes e foram traduzidos no idioma árabe. A grande biblioteca de Alexandria foi queimada. Embora as práticas árabes sejam consideradas como uma extensão dos gregos, se deve a um persiano chamado pelo nome de Abu Mansur Muwaffak a descrição do uso de gesso para tratar fraturas e outros traumas sseos dos membros. O chamado gesso-de- Paris, produzido com a adição de água a um pó de sulfato de cálcio desidratado, só apareceu em relatos da literatura do século X.
No século XII, a Europa voltou a despertar de um período cultural escuro voltando a construir universidades e hospitais, mas foi só no século XVI que ressurgem novos personagens na história da ortopedia. Ambrose Pare, pai da cirurgia francesa, é um representante desta época. Bourg Herent publicou a obra Dez Livros de Cirurgia e entre as técnicas projetou instrumentos, próteses, coletes para escoliose e botas ortopédicas. No século XIII, Theodoric de Bologna, no seu texto Chiurgica de Theodoric, de 1267, descreveu o manejo das fraturas da coluna espinhal e surprendentemente muitas de suas técnicas são usadas até hoje(3).
O francês Nicholas Andry (1658-1759) publicou, em 1741, um livro famoso chamado Orthopaedia: The Art of Correcting and Preventing Deformities in Children. O mesmo autor foi o primeiro a usar o termo ortopedia para correção de deformidades sseas(4).
Thomas Sydneham (1624-1689), “o pai da medicina inglesa”, sofria de gota e realizou uma excelente descrição da doença detalhando o ataque, as mudanças na urina e o vínculo com pedras renais. Ele descreveu o reumatismo agudo, a coréia, e as manifestações articulares do escorbuto e disenteria.
Jean-Andre Venel (1740-1791) era um médico de Genebra que estudou dissecação em Montpellier com 39 anos de idade, e em 1780, estabeleceu o primeiro instituto de ortopedia do mundo, em Canton Waadt.
Antonius Mathysen (1805-1878) foi um cirurgião militar holandês, que em 1851 inventou a atadura de gesso. Esta atadura proporcionou grande avanço na imobilização de membros fraturados(1).
Assim vários ortopedistas famosos foram se sucedendo ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX. Na virada do século XIX para o XX vale lembrar o inglês Robert Jones (1835-1933), que fundou associações e hospitais ortopédicos e escreveu seu livro-texto Orthopaedic Surgery, que é tido como o primeiro a tratar sistematicamente do diagnóstico e tratamento das fraturas recentes. Robert Jones, em 1896, publicou o primeiro relatório do uso clínico de uma radiografia para localizar uma bala em um punho. O Rx havia sido inventado pelo físico Wilhelm Conrad Rongten em 1895. Rongten ganhou o prêmio Nobel de Medicina de 1901(5,6).
Na primeira metade do século XX vieram as grandes guerras mundiais, e com elas a ortopedia e a traumatologia se firmaram definitivamente como especialidade tendo grande desenvolvimento. O mesmo já havia ocorrido durante a guerra civil americana, quando depois da mesma, a ortopedia passou a ser vista como especialidade na América do Norte(4). Mais uma vez a necessidade acabou por estimular o desenvolvimento de novas técnicas. Na primeira guerra mundial o uso da goteira de Thomas, o controle das hemorragias, a rápida ajuda, a evacuação com ambulâncias e outros avanços reduziram as mortes, as amputações e o longo tempo de recuperação dos traumas de maneira significativa(7). Na segunda guerra mundial, além da experiência da primeira, os médicos já contavam com a penicilina introduzida por Alexander Flemming,
em 1928. A introdução da haste intramedular pelo alemão Gerhard Kuntscher (1900-1972) permitiu uma volta mais rápida dos soldados ao campo de batalhas. Enquanto isto, o americano Austin T. Moore (1890-1963) criou a primeira prótese de substituição articular, do fêmur proximal, feita de vitallium(8). No período entre as guerras, Eugen Bircher foi o primeiro cirurgião ao usar em larga escala a artroscopia em joelhos com fins clínicos(9). Depois das guerras muitos nomes se destacaram no avanço das técnicas ortopédicas e materiais de osteossíntese.
A partir destes grandes avanços do passado chegamos ao século XXI. Neste século surgiram novas técnicas, aparelhos, exames, internet e grande aprofundamentos nos estudos biomecânicos( 10). O completo entendimento da seqüência do genoma humano trará avanços inimagináveis( 11,12). Temos de repensar a forma pela qual os futuros ortopedistas adquirem seus conhecimentos e lidam com a velocidade da informação e das novas técnicas. Descrevemos a seguir alguns destes questionamentos.

Fonte: São Francisco

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